Origem do dia dos namorados
No Brasil, a data é comemorada em 12 de junho por ser
véspera do Dia de Santo Antônio, santo (português) com tradição
de casamenteiro.
As origens do Dia dos
Namorados são cheias de mistério. Uma das teoria dos
estudiosos que explica o dia 14 de fevereiro como sinônimo
de romance é a teoria do Banquete Romano de Lupercália. Essa
era uma celebração pagã da fertilidade, que reverenciava
Juno, a rainha das deusas e dos deuses romanos e a deusa das
mulheres e do casamento, acontecia no dia 14 de fevereiro,
um dia antes de o banquete começar. Durante a celebração, as
mulheres escreviam cartas de amor, também conhecidas como
bilhetes, e as deixavam em uma grande urna. Depois, os
homens de Roma tiravam um bilhete da urna e apaixonadamente
saíam em busca da mulher que havia escrito a mensagem que
escolheram. Naturalmente, o costume de escolher os namorados
por meio de sorteios continuou até o século XVIII, chegando
ao fim quando as pessoas decidiram que preferiam escolher
seus namorados.
Também
existem algumas controvérsias em relação a São Valentim, que é
homenageado nesse famoso dia. Arqueólogos, que descobriram uma
catacumba romana e uma antiga igreja dedicada a São Valentim,
não sabem ao certo se havia um único Valentim ou mais de um.
Hoje em dia, a Igreja Católica reconhece pelo menos três santos
diferentes chamados Valentim ou Valentino, e todos eles foram
martirizados no dia 14 de fevereiro - dois deles na Itália, no
século III. O candidato mais popular a São Valentim foi um padre
romano daquele mesmo século, que praticava o cristianismo e
realizava casamentos secretos contra as ordens diretas do
Imperador Claudius II, que acreditava que soldados solteiros
estariam mais propensos a se juntarem ao exército. Diz a lenda
que Valentim enviou a uma amiga (a filha do carcereiro) um
bilhete assinado "De seu Valentim" ("From Your Valentine") antes
de ser executado, em 14 de fevereiro de 270 d.C. Essa frase
ainda é bastante usada nos cartões de hoje nos EUA!
Os
antigos cristãos ficaram mais felizes com a idéia de haver um
feriado em homenagem ao santo das causas românticas do que um em
homenagem a uma celebração pagã. Em 496 d.C., o Papa Gelasius
consagrou o dia 14 de fevereiro em homenagem a São Valentim como
o santo patrono dos apaixonados. Em 1969, o Papa Paulo VI tirou
isso do calendário. No entanto, a mistura da celebração romana e
do martírio cristão já havia se tornado popular, e o Dia dos
Namorados tinha chegado para ficar. E, em muitos países, o Dia
dos Namorados é chamado também de Dia de São Valentim.
Os primeiros cartões escritos
Na Europa, mensagens
faladas e cantadas começaram a ser substituídas por cartas
no século XV. Acredita-se que o primeiro cartão de Dia dos
Namorados tenha sido escrito pelo prisioneiro Charles, o
Duque de Orleans, em 1415. Dizem que ele passava o tempo
escrevendo versos românticos para sua mulher. No século XVI,
os cartões já eram populares.
Como eram
os antigos cartões?
Os antigos cartões eram feitos à mão, com papel colorido,
aquarela e tintas coloridas.
Apesar dos
cartões fabricados, cada vez mais os belos cartões feitos à mão
eram pequenas obras de arte, ricamente decorados com seda, cetim
ou renda, com flores ou plumas e até mesmo com folha de ouro. E
muitos deles tinham o Cupido ,
o querubim de duas asas filho de Vênus, o verdadeiro "mascote"
do Dia dos Namorados.
Alguns dos
presentes mais inusitados foram criados por marinheiros
solitários durante a Era Vitoriana. Eles usavam conchas do mar
de vários tamanhos para formar corações, flores e outros
desenhos ou as colocavam sobre caixas em formato de coração.
Símbolos do Dia dos Namorados

Não é difícil imaginar a
ligação entre o coração e o Dia dos Namorados. Afinal,
antigamente acreditava-se que o coração era a fonte das
emoções. Depois, ele passou a ser associado unicamente ao
amor. Mas hoje sabemos que o coração é, basicamente, o órgão
que mantém o
sangue circulando
por nossos corpos.
Não se sabe
quando o formato de coração do Dia dos Namorados se tornou o
símbolo do órgão coração. Alguns estudiosos especulam que o
símbolo do coração usado para o romance e para o amor
originou-se das antigas tentativas de desenhar um órgão que as
pessoas nunca haviam visto. De qualquer maneira, aqui estão
outros símbolos do Dia dos Namorados e suas origens:
-
As
rosas vermelhas: acredita-se que eram as flores
favoritas de Vênus, a deusa romana do amor. Além disso,
a cor vermelha representa sentimentos fortes;
-
A
renda: usada antigamente para fazer os lenços das
mulheres. Há centenas de anos, se uma mulher deixasse
seu lenço cair, um homem poderia pegá-lo para ela.
Algumas vezes, se a mulher estivesse interessada em um
determinado homem, ela poderia intencionalmente derrubar
seu lenço para encorajá-lo. Então, as pessoas começaram
a pensar em romance quando se lembravam de seda;
-
Os
laços de amor: têm uma série de curvas e arcos
entrelaçados, sem começo nem fim. Como um símbolo do
amor eterno, os laços de amor eram feitos com fitas ou
desenhados em um papel;
-
Os
pombos: conhecidos como "pássaros do amor" porque andam
em pares e estão sempre bem próximos um do outro, como
os namorados fazem. Os pombos são símbolos de lealdade e
de amor porque os casais ficam juntos pela vida inteira
e cuidam de suas crias juntos.
Passou a
ser mais fácil enviar cartões pelo correio em meados dos anos
1800, quando o serviço postal moderno lançou o envio que custava
um centavo. Até essa época, a postagem era tão cara que a
maioria dos cartões era entregue em mãos.
Outras tradições do Dia dos Namorados
Várias tradições
interessantes no Dia dos Namorados foram sendo criadas ao
longo do tempo. Por exemplo, há centenas de anos, na
Inglaterra, crianças se vestiam como adultos no Dia dos
Namorados e andavam de porta em porta entoando canções. No
País de Gales, colheres de madeira, entalhadas em formato de
chave, fechadura e coração, eram dadas de presente.
A entrega
de flores no Dia dos Namorados provavelmente vem desde o início
dos anos 1700, quando Charles II da Suécia trouxe para a Europa
a poesia persa chamada "a linguagem das flores". Ao longo do
século XVIII, textos sobre flores foram publicados, permitindo
que fossem contados segredos sobre lírios ou violetas. Além
disso, muitas conversas giravam em torno de buquês de flores.
Quanto mais populares as flores se tornavam, mais tradições e
significados foram sendo associados a elas.
A rosa, que
representa o amor, provavelmente é a única flor que tem um
significado universal. A rosa vermelha ainda é a flor mais
comprada pelos homens para suas namoradas. Atualmente, tornou-se
costume as pessoas comprarem a flor preferida de seus namorados
ao invés de, automaticamente, escolherem as rosas. Algumas das
flores favoritas para o Dia dos Namorados são as tulipas ,
os lírios,
as margaridas
e os cravos.

Entre os
antigos presentes de Dia dos Namorados estão os doces,
normalmente chocolates entregues em caixas em formato de
coração. Algumas fábricas de chocolates finos fizeram que
chocolates de alta qualidade, com formatos artísticos e em
embrulhos elegantes, se tornassem um presente tradicional no Dia
dos Namorados.
Hoje em
dia, praticamente qualquer coisa pode ser um presente de Dia dos
Namorados - só depende da preferência de quem vai receber.

Naturalmente,
os chocolates e as flores não substituíram cartões
cuidadosamente escolhidos no Dia dos Namorados. Desde 1915, as
grandes papelarias produzem cartões de diversas formas, tamanhos
e com os mais variados escritos e desenhos. Embora exista essa
grande indústria de cartões, algumas pessoas gostam de fazer
seus próprios cartões. Os cartões modernos do Dia dos
Namorados estão cada vez mais sofisticados, acompanhando os
avanços tecnológicos populares. Por exemplo, existem cartões que
permitem a gravação de uma mensagem de amor, cartões perfumados
e cartões que tocam músicas românticas.
Felicidades para você!
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