Aquele
sábado do mês de julho, amanheceu ensolarado depois de
ameaças de chuva e frente fria. As mulheres ficaram de olho
na previsão do tempo, para se decidirem pela roupa mais
bonita e adequada. Finalmente o dia chegou com um
“calorzinho” improvável para um inverno.
Antes
do meio dia a noiva já caminhava toda vestida de branco, com
um buquê de rosas amarelas em direção do noivo. Ele ansioso,
elegante e muito feliz a esperava entre o padre e o altar,
rodeado de padrinhos e madrinhas.
O
barulho dos rojões misturados ao som da música anunciava a
chegada da noiva e o início do casamento. A igreja Santo
Antônio estava lotada de convidados, flores decoravam com
seu viço e espalhavam seu perfume pelo ar. O clima era de
felicidade geral, os rostos com sorrisos estampados.
O padre
realizava a missa especial para casamento, embalado pelo
agradável som do coral.
O
momento foi marcante, os maravilhosos vitrais traziam para
dentro da igreja a luz solar, causando um colorido mágico
com todos os tons de cores, uns mais vivos e reluzentes,
enquanto que outros eram suaves, e o conjunto transmitia
paz, beleza e harmonia, através daquela intensa luz que
penetrava e encantava a aura de todos.
Aconteceu ali a promessa de amor sob a plenitude dos
sentidos.
Os
noivos saíram em uma delicada chuva de pétalas de rosas.
A festa
foi organizada em um lugar bem tranqüilo. As mesas bem
decoradas com toalhas brancas. A multidão, ávida por vê-los,
aplaudiu a chegada dos noivos e ali começou a comemoração
com a comilança da saborosa comida. E que comilança!
Principalmente de nossa parte, onde a gula, diante de pratos
tão deliciosos, resolveu atacar...
Pairava
no ar uma confusão de sotaques vindos de vários lugares do
Brasil para prestigiar o grande acontecimento. Tinha gente
do Rio Grande do Sul, da Bahia, de Mato Grosso, Mato Grosso
do Sul, Paraná, São Paulo e Santa Catarina.
E o
coral então! Foi um show.
Grupos
de pessoas vieram do Sul do Brasil para animar a festa;
formavam cordões de pessoas entoando canções e tocando
instrumentos, iam passando pelas mesas animando e convidando
para que todos fizessem parte! Quanta alegria, que festa
animada! Uma senhora, muito simpática, tocava o pandeiro
fazendo caretas, com graça nos movimentos.
Várias
danças, brincadeiras com óculos colorido, chapéus
divertidos, cordões, pulseiras de néon, deixavam as pessoas
engraçadas e os risos soltos.
O
tempo passou muito mais rápido que o normal!
Já
estava anoitecendo quando nos despedimos dos noivos.
...
Esperamos que a alegria permaneça sempre no coração e a
felicidade faça parte da vida deste casal;
E que
a cada dia entre pela janela com uma luz colorida, mágica,
como aquela do vitral da igreja.