O Amor Próprio
“Eu me amo, eu me amo, não
posso mais viver sem mim...” famosa música do grupo Ultraje a
Rigor, é a expressão mais pura desse sentimento saudável e
necessário, que é sistematicamente sufocado no homem moderno.
Diversos fatores levam a uma situação da falta do amor próprio,
normalmente culpamos as desventuras da vida, o parceiro, ou a
falta de parceiro, o governo, enfim alguém para levar a culpa;
MAS A CULPA NÃO SERVE PARA NENHUM PROPÓSITO POSITIVO.
Tomemos consciência que somos responsáveis por nós mesmos e
pelos nossos sentimentos, podemos e devemos mudar as situações,
se você se sente culpado, tome uma decisão: imagine a culpa como
uma nota promissória, ou você a rasga ou vê para quem deve, o
que está devendo e acerte, seja rápido! Tenha em mente que você
merece o que quer e a sua liberdade de escolha acarreta
responsabilidade, mas lembre-se que você é responsável pelas
suas escolhas.
Amar-se é um
pré-requisito para se encontrar e manter um relacionamento
saudável, tendo a convicção de que merecemos ser amados.
Amor por nós mesmos é um
fator primordial em nossa existência como seres humanos, como
afirma o psicanalista Guy Corneau, em seu livro: Será Que existe
Amor Feliz?
“Uma dimensão
fundamental de nossa identidade e uma chave de seu
desenvolvimento residem no amor que temos por nós”.
A auto-estima é, aliás,
um fator determinante de nossas relações afetivas.
Atribuindo-nos mais valor, temos a possibilidade de evitar as
relações de dependência nas quais buscamos o olhar do outro para
termos o direito de existir. É importante aprender que o amor
por nós mesmos e o amor pelo outro estão fortemente articulados
um em relação ao outro. Os seres que amam a ponto de se perderem
não se amam suficientemente.
O outro extremo é o de se
amar demais, achar que o mundo gira em torno de si, é um outro
lado da moeda que causa uma opressão em outrem, que
provavelmente vai estar com a auto-estima afetada por
conseqüência da convivência.
Uma identidade saudável
repousa em uma auto-estima elevada. A confiança em nós, o valor
que nos atribuímos, tudo está aí! O amor por nós mesmos permite
que nos autorizemos a sermos autênticos, sem esperarmos pela
aprovação dos outros, ficamos livres para procurarmos e
experimentarmos o que nos atrai e nos dá prazer sem
julgamentos. Em suma, a permitir-nos existir, respirar a vontade
e tomar a posição de que temos necessidade para evoluirmos,
respeitando, ao mesmo tempo, a posição dos outros.
Enquanto não nos
estimarmos suficientemente, não iremos procurar aquilo de que
realmente temos a necessidade para crescermos positivamente e
desenvolvermos nosso potencial. Infelizmente algumas pessoas
acreditam que não merecem o melhor que a vida tem para
oferecer, chegam mesmo a acreditar que não merecem existir ou
que a vida não vale a pena ser vivida.
Deixar de esperar a
aprovação dos outros para ganhar auto-estima e apreciar a vida
é, sem dúvida alguma, a revolução mais fundamental que pode
afetar uma existência. É conhecido como o fenômeno da teoria
existencial da mudança: ”EU NÃO MUDO TENTANDO SER ALGO QUE
NÃO SOU. EU MUDO ESTANDO TOTALMENTE CIENTE DE COMO SOU”.
Escolher viver, escolher
amar, escolher celebrar a alegria de existir, tornar-se
plenamente responsável por sua vitalidade e por sua própria
felicidade, eis as posturas que, indubitavelmente, constituem os
atos mais criadores que um indivíduo pode praticar.
Ame-se e permita ser
amado.
André e Roseli Carvalho
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