Timidez

 Ser acanhado, ter vergonha de se expressar e interagir com os outros é uma atitude natural de muita gente, porém essa maneira de agir repele as outras pessoas e dificulta a vida em sociedade. Dentro de um relacionamento, onde a comunicação é de vital importância para a sintonia do casal, ser tímido é mais um empecilho no bom andamento da relação.  
Timidez é facilmente superável, através de atividades que a própria pessoa possa vir a desenvolver, ou em casos específicos, existe tratamento.
Buscamos informações e encontramos muitas dicas que compartilharemos com vocês.
A timidez pode ser definida como um desconforto diante de situações sociais que atrapalha o indivíduo na conquista de seus objetivos, sejam eles pessoais ou profissionais. Mas o que muita gente não percebe é que virtualmente toda a população é afetada pela timidez, já que ela funciona como um verdadeiro "regulador social", atribuindo culpa e vergonha para evitar os excessos que transformariam nossa sociedade em um verdadeiro caos. Por algumas razões uma porcentagem que não é pequena desenvolve uma inibição excessiva.
Aproximadamente 50% das pessoas sofrem com a timidez em algum momento de suas vidas. A timidez pode ser crônica ou situacional. Na timidez crônica a pessoa experimenta dificuldade em praticamente todas as áreas do convívio social. Ela não consegue falar com estranhos, fazer amigos, paquerar, falar em público, enfim, o prejuízo é generalizado. Já na timidez situacional a inibição se manifesta em ocasiões específicas, portanto o prejuízo é localizado. Por exemplo, a pessoa não experimenta dificuldades de falar em público, mas tem muito medo de lidar com o amor. Ou o contrário!
Esta é a forma mais comum de timidez, e também a mais fácil de ser vencida. Isto ocorre porque o tímido situacional possui mais habilidades sociais do que o tímido crônico. Deve-se haver uma "migração" das habilidades já existentes, enquanto que no segundo caso faz-se necessário um desenvolvimento completo dos recursos necessários para a interação com o mundo. Mas isto não quer dizer que tratar o tímido crônico seja impossível, muito pelo contrário. Este desenvolvimento ou aprendizado é perfeitamente viável.
As causas da timidez são objeto de polêmica. Alguns defendem que os motivos são genéticos, mas o consenso da maioria é que são mesmo aprendidos. Então, se é aprendido, podemos “reaprender”, nunca é tarde para iniciar a sua luta contra as dificuldades!
A timidez pode ocorrer em um ou mais dos seguintes níveis: cognitivo, afetivo, fisiológico e comportamental.
Os sintomas cognitivos mais comuns são pensamentos negativos sobre si mesmo e a situação, medo de avaliação negativa e de parecer "bobo" diante dos outros, perfeccionismo e crenças de inadequação social, entre outros.
Os sintomas afetivos incluem a vergonha, tristeza, solidão, depressão, ansiedade e baixa auto-estima.
Os sintomas fisiológicos mais observados são o aumento do batimento cardíaco, secura na boca, tremedeira, rubor, transpiração excessiva e gagueira.   Finalmente, os sintomas comportamentais comumente encontrados são a inibição e passividade, evitando o contato visual, o baixo volume de voz, a reduzida expressão corporal e apresentação de comportamentos nervosos.  De acordo com os dados  da Clínica do amor e timidez (www.timidez.com).
As conseqüências mais comuns são:
· Dificuldade em fazer amigos, círculo social extremamente reduzido;
· Dificuldade em arrumar parceiros amorosos, início tardio da vida amorosa;
· Dificuldade em apresentar trabalhos no colégio, faculdade ou serviço;
· Dificuldade em participar de reuniões e apresentar seu ponto de vista.
Quando a própria pessoa conseguir ter a noção exata do quanto sua dificuldade a prejudica, iniciará imediatamente a tomar atitudes reformadoras para mudar a situação.
Na próxima semana, publicaremos as dicas de como “vencer a timidez”.
André Carvalho e Roseli Sanches Carvalho