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ECONOMIA DE AMOR
Economizar nos relacionamentos como se fossem palpáveis, finitos
e coubessem em uma caixa ou em um balde. Temos essa fobia de
achar que se tratar bem ou trocar solidariedades com os outros,
uma simples ajuda, achamos que vai secar a nossa fonte e
passaremos sede.
Ajudar ao próximo faz bem! Pasmem os céticos. Quanto mais água
sair da fonte, mais ela jorra!
Deixamos as gentilezas apenas para determinadas épocas do ano. O
resto do ano o que domina é um clima árido nas relações
interpessoais.
Algumas pessoas ficam sempre com a cara feia, achando que os
outros devem sair de seu caminho, que parem de atrapalhar.
Chutam o balde, rodam à baiana...
Os relacionamentos interpessoais são a nossa vida! Se formos a
um mercado, a uma loja, qualquer lugar, para conseguirmos algo
devemos nos relacionar.
No nosso trabalho é o tempo todo relacionamento de pessoas, que
sentem, tem auto-estima, vibram ou ficam tristes.
E nos relacionamentos de casais é a mesma coisa.
Vamos dar um basta à guerra!
Guerra entre os casais; pelo poder, pela atenção, pelo carinho,
pelo afeto, pelo ciúme, às vezes até guerra por amor (um
paradoxo).
Guerra entre as pessoas, entre vizinhos, entre colegas do
escritório, entre motoristas, entre países, entre nós e o
próximo. Qualquer motivo é motivo para ralhar, xingar, reclamar
e estressar...
A compreensão e o amor são sempre contidos, uma miséria!
Como escreve Roberto Shinyashiki.
"Como se o amor fosse uma moeda para trocar-se.
O prazer da entrega é substituído pelo medo de ficar sem, de
ficar vazio... Isso é miséria afetiva, em que as pessoas passam
fome de amor, apesar da abundância de amor que existe na
humanidade.
É como na miséria humana, na qual as pessoas passam fome, apesar
de produtivas, porque os recursos produzidos são usados para
aumentar o controle de umas pessoas sobre as outras.
A miséria afetiva é tão ou mais grave que a miséria material,
pois tira o ser humano a sua condição de homem participante de
um agrupamento, porque conduz o homem à mesquinhez, à solidão."
A carência por bons modos e atenção ao ser humano ao lado é
tanta que facilmente pode ser usado por inescrupulosos, que em
busca de poder e benesses usam de falsos afagos apenas para
conseguir algo, as pessoas acreditam por estarem carentes de
verdadeiros afetos, aceitam qualquer coisa, pois na falta de uma
troca saudável de respeito e consideração ficam com essa
ninharia por não ser fácil ganhar afetos reais e
desinteressados.
Devemos cultivar nossas relações como a uma planta, se faltar
adubo ou água por muito tempo, ela não suportará, irá secando,
secando até que ficará um pedaço de caule seco, sem vida.
Cultive suas relações com sinceridade, amor e compreensão,
plante sementes de amor ao seu redor, regue e a sua vida será
mais florida, plante sorrisos nos corações e ficará tudo mais
agradável ao seu redor, a vida ficará mais colorida.
André Carvalho e Roseli Sanches Carvalho.
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