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A REVOLUÇÃO DO RELACIONAMENTO
O pressuposto é que toda revolução só acontece por ter um grupo
descontente com a sua realidade, existe uma pressão por mudança
que deflagra a revolução.
"A revolução do relacionamento" é uma revolução silenciosa, mas
transformadora, vem acontecendo hoje a todo o momento em nossas
vidas e na sociedade em geral. É a mudança das relações entre
homem e mulher, da estrutura da família e conseqüentemente
reflete em toda a sociedade.
Essa nova mudança vem em conseqüência da revolução feminina, que
já passou o seu auge, mas ainda está acontecendo, agora em
conjunto com "a revolução do relacionamento". Após essa ruptura
com as configurações sociais patriarcais (antes da revolução
feminina), os relacionamentos entre homens e mulheres não teriam
como ficar incólumes, transformaram-se e estão se transformando
dia-a-dia.
A revolução feminina aconteceu sob a pressão secular de ânsia
pela liberdade e igualdade entre os sexos, aconteceu em um
momento histórico ideal porque tinha uma série de fatores que em
conjunto tornaram possíveis as mudanças: a industrialização, a
pílula anticoncepcional, a pressão das mulheres e de grande
parte dos líderes mundiais. Havia um desperdício de
inteligência, criatividade, facilidade de comunicação das
mulheres e preponderância à paz. Todas características que o
mundo tanto necessita!
Outra chave do sucesso do movimento feminino é a mais recente
economia da era da comunicação, onde existe uma facilidade
latente que agora é canalizada nessa nova era econômica.
Toda essa transformação atinge em cheio o relacionamento homem e
mulher. Mas a evolução é para melhorar e nós devemos nos adaptar
a nova ordem, navegando pelo desconhecido, mas em busca de um
relacionamento com qualidade. E como toda evolução, leva tempo e
confunde a todo mundo.
A confusão vem em função que no quesito "conquista amorosa",
homens e mulheres quase não evoluíram, continua sendo a mesma
conquista de muito tempo atrás, é ligado aos instintos e a
mudança a esse nível muda muito pouco.
Hoje muitas pessoas quando vão buscar por um parceiro, pedem o
mesmo modelo de seus avós, a busca por um parceiro continua
arraigada aos costumes familiares e do meio em que se vive.
Esses modelos demoram gerações para se modificarem.
E essa busca esta causando paradoxo na conquista:
O homem tem o instinto da conquista amorosa como de um caçador,
ele tem necessidade dessa caça e esse tempo é que vai
desenvolver ou não o amor. Normalmente daquela conquista sem
esforço ele esquecerá rapidamente. Dando-se mais importância
para a conquista que o relacionamento em si.
Para desvendar esse paradoxo, temos que evoluir no âmago de
nossas raízes, fazer a "revolução do relacionamento", buscando
pela conquista e em seguida um relacionamento mais saudável.
Como diz Guy Corneau, "A vida é perfeita: quer continuemos a
viver segundo o modelo das dinâmicas de poder tradicionais ou
adotemos dinâmicas opostas, quer consideremos a mulher que ama
demais se relacionando com um homem que tem medo de se
comprometer ou a mulher forte e racional que ama um homem dotado
de forte sensibilidade feminina, importa reconhecer que a vida é
perfeita. Não no sentido de que é sempre amável e boa,
concedendo-nos o que desejamos, mas antes no sentido que nos dá
sempre aquilo de que temos necessidade para prosseguirmos nossa
evolução. Assim, ela acaba despertando todos os nossos
complexos, obrigando-nos a assumi-los em vez de evitá-los. Não
nos deixa tranqüilos, impelindo-nos sempre para frente,
forçando-nos a descobrir os aspectos claros e sombrios de nós
mesmos e levando-nos a tomar consciência de que cada um é o
primeiro artesão da própria alegria".
O momento histórico ideal para essa "revolução do
relacionamento" é agora!
Homens e mulheres estão convivendo em ambiente mais igualitário,
o mundo clama por amor e justiça. Precisamos de mais comunicação
e compreensão. As pessoas estão mais sensíveis e também buscando
por algo a mais que uma simples conquista, isso já não é
desafiante.
O desafio agora é encontrar alguém para somar e ter um
relacionamento baseado no amor. O desafio é revolucionar o seu
relacionamento.
André Carvalho e Roseli Sanches Carvalho
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