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Ligue (14)
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Em busca do seu Par... |
Sintonia
Na busca da felicidade somente um
encontro não basta, quando o objetivo é a conquista: um alvo
determinado, aquele homem, aquela mulher, nestas horas onde a
fantasia e a realidade se misturam e se confundem, pedindo mais
encontros para se alcançar a sintonia.
A ligação amorosa se inicia na descoberta, na revelação, em cada
milímetro do outro, por perguntas e respostas, toques,
confidências e a dedicação.
O amor quando é intenso dá a sensação de porto seguro, de chão
firme. Parece que moramos dentro do outro.
Os encontros às vezes acontecem da forma como previmos,
planejamos ou sonhamos.
Esse sentimento tira os nossos pés do chão e nos coloca nas
nuvens...
Quando nos apaixonamos, sentimos que estamos bem próximos do
paraíso, junto com o amado estamos dentro, longe do ser amado
estamos fora do paraíso.
Nesta fase, nada se compara aos momentos a dois, de ter e dar
toda atenção possível para com o outro. Estamos nos referindo as
paixões clássicas, que colocam a vida de pernas para o ar e faz
qualquer um perder o rumo.
Com o passar das primeiras semanas e meses, o estado de graça
chamado paixão vai se transformando, os sentimentos vão
assumindo outros contornos e novas possibilidades se abrem. É
parecido com a história da cigarra, que fica por um bom tempo
escondida nas raízes das árvores em forma de ninfa móvel, vai se
transformando, sai do solo, deixa uma casca velha (exúvia) para
trás, assumindo assim outra couraça, saindo por aí a voar e a
cantar.
Com o amor é parecido, para se pôr a cantar é necessário
despir-se de preconceitos que não servem mais, é preciso
evoluir.
Os enamorados constroem a sua história em conjunto, é como se
cada um se redescobrisse ao se revelar para o outro. E então
quando os pés voltarem para o chão, a importância deste vínculo
dependerá da qualidade e da quantidade de trocas que os dois
puderam estabelecer.
Muitas vezes um caminho entre dois pontos não é uma reta, mas um
sobe e desce. Cada um vai se descobrindo e conhecendo quem é o
outro companheiro desta estrada, ao qual projetamos todos as
expectativas amorosas.
Porém só um encontro não basta, é preciso outro + outro, +
outro, para que seja possível ultrapassar "as aparências", o ser
humano traz dentro de si segredos e mistérios que dificilmente
se revelarão a primeira vista, não sendo intencional e
calculado, mas sim por fazer parte da esfera emocional.
Quando estamos apaixonados tiramos de letra os problemas e
fechamos os olhos para os sinais de perigo; uma paixão nos traz
momentos de felicidade, mas não garante prazo de validade, nem
certezas, é preciso ter cuidado para não cair em armadilhas.
É preciso também se preparar para os desequilíbrios temporários,
exemplo: TPM (Tensão Pré Menstrual) e SHI (Síndrome do Homem
Irritável) e outros.
Conhecemos os sentimentos contraditórios que chegam quando
desejamos alguém, mais do que quando somos desejados. A
necessidade de compreensão é fundamental para firmar um
relacionamento afetivo, porque quando entendemos e aceitamos o
que se passa com o outro fica mais simples o crescimento e o
amadurecimento da relação, mas não vale acumular tristezas ou
mágoas, armazenar raivas. Se isso começar a acontecer o diálogo
é de extrema importância para não ferir a auto-estima de nenhum
dos dois, ser superficial e levar o relacionamento de maneira
enganosa é nocivo tanto para o vilão, quanto para a vítima.
Quando formamos um vínculo afetivo, a energia flui, às vezes
caminhamos de mãos dadas em sintonia, às vezes distanciados, os
desvios acontecem e em algum desvio podemos nos perder, por isso
é preciso ser inteiro, com as qualidades, defeitos e limitações
para estar em sintonia com o outro, senão haverá um jogo de
expectativas e mal entendidos que se formarão no relacionamento.
Desejamos ardentemente que o nosso par se identifique com nossa
imagem real, como diz Guy Corneau: "O mundo amoroso tem os seus
filtros e sortilégios, seus mistérios e neblinas anestesiantes.
Aliás, com seus ventos e marés, trovões e relâmpagos, suas secas
e inundações, a natureza mostra tal universo muito melhor que a
mais bela descrição psicológica".
André Carvalho e Roseli Sanches Carvalho.
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